O problema do mal na Religião nos limites da simples razão

Jorge Vanderlei Costa da Conceição

Resumen


O presente artigo objetiva demonstrar que a proposição "o homem é mau por natureza" é sintética a priori prática, uma vez que, o terceiro grau de propensão, a malignidade, trata de uma caraterística antropológica do caráter inteligível do ser racional finito. Para validar a nossa hipótese interpretativa, afirmaremos que os dois primeiros graus de propensão, a fragilidade e a impureza, se ocupam do caráter sensível do ser humano, pois ele é sobredeterminado tanto pela inclinação quanto pela lei moral, mas isso não significa que o homem admitiu a inclinação como uma regra do seu arbítrio, mas apenas a sua dificuldade de lidar com esses diferentes motivos na execução da ação. Diferente desses níveis, a malignidade pressupõe admissão da inclinação como uma regra universal do arbítrio e conforme Kant esse ato do arbítrio é inteligível e cognoscível apenas pela razão, pois ele visa viabilizar a predicação da natureza humana como má, o que não pode ocorrer mediante qualquer característica antropológica empírica, mas apenas mediante a predicação do caráter inteligível do ser racional finito. Por essa razão, defenderemos que a proposição "o homem é mau por natureza" é sintética a priori prática. 


Palabras clave


Propensão; Fraqueza da vontade; Tese da incorporação; Mal radical; Inclinação.

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DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.1299112

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ISSN: 2386-7655

URL: http://con-textoskantianos.net

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